
O encontro que muda tudo
Quando o coração, a mente e a alma falam a mesma linguagem



Quando o corpo encontra segurança, algo profundo pode acontecer: um encontro.
Durante muito tempo, podemos viver divididos. A mente tenta compreender. O coração tenta sentir. E a alma tenta lembrar-nos quem somos. E quando cada um segue o seu próprio caminho, perdemos, pouco a pouco, a ligação com a nossa essência.
Mas quando aprendemos a criar segurança dentro de nós, o sistema nervoso pode sair do estado de alerta e permitir-nos estar verdadeiramente presentes. É nesse espaço de presença que começamos a escutar.
A mente compreende. O coração sente. A alma orienta.
E aquilo que antes parecia conflito começa a transformar-se em coerência. O coração, a mente e alma começam a falar a mesma linguagem. É aí que a consciência se eleva.
Não porque deixámos de ser humanos, mas porque começamos a viver esta experiência terrena com maior consciência de quem somos e do caminho que a nossa alma escolheu percorrer.
Talvez o verdadeiro regresso a nós seja isto: unir aquilo que pensamos, aquilo que sentimos e aquilo que, no mais profundo do nosso Ser, sabemos.
Quando coração, mente e alma se alinham, deixamos de caminhar apenas pela vida. Começamos a caminhar em consciência.
E deixo-te uma pergunta para hoje: Estás a viver de acordo com aquilo que a tua mente pensa, com aquilo que o teu coração sente ou com aquilo que a tua alma sabe?
Talvez a resposta esteja precisamente no espaço onde os três se encontram.
É aí que começa o verdadeiro regresso a ti.
E hoje, convido-te a parar por alguns minutos.
Respira.
Sente o teu corpo.
Pergunta-te a ti próprio(a):
Onde estou a viver neste momento: no passado, no futuro ou verdadeiramente no presente?
O que está a dizer a minha mente? O que está a sentir o meu coração?
O que é que, no silêncio mais profundo de mim, a minha Alma me está a convidar a reconhecer?
Não procures responder imediatamente. Talvez seja suficiente escutar. Porque, muitas vezes, o regresso a nós não começa quando encontramos uma resposta. Começa quando finalmente criamos espaço interior para ouvir.
E talvez seja nesse espaço, entre o corpo que encontra segurança, a mente que compreende, o coração que sente e a alma que recorda, que a nossa consciência começa verdadeiramente a despertar.
É nesse encontro que começamos a perceber que coração, mente e alma não vieram competir entre si. Vieram encontrar-se. E quando esse encontro acontece, algo dentro de nós se alinha. A mente compreende. O coração sente. A alma reconhece. E a consciência integra.
E então, a luz do Espírito pode começar a guiar a nossa caminhada terrena. Não para nos afastar da vida, mas para nos ensinar a caminhar nela com mais presença, mais amor e mais consciência.
Porque talvez o verdadeiro despertar não seja deixar a Terra para encontrar o Espírito. Seja permitir que a luz do Espírito ilumine a nossa experiência na Terra. E é nesse caminho de união entre corpo, coração, mente, consciência e alma que, pouco a pouco, regressamos àquilo que verdadeiramente somos.
Voltamos a nós. Voltamos ao coração. Voltamos à alma. E permitimos que a luz nos mostre o caminho.
AMA primeiro e verdadeiramente o teu SER. Depois AMA tudo.
Ana Maria Almeida
Terapeuta ao Serviço da Energia Universal
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