
O que te impede de brilhar para o Mundo?
A Vergonha, a Raiva, o Plexo Solar e o teu Brilho Interior



Já reparaste que muitas pessoas vivem com um enorme potencial, mas continuam a esconder aquilo que têm de mais precioso?
Não lhes falta inteligência. Não lhes faltam capacidades. Não lhes faltam dons.
Falta-lhes apenas a liberdade de os mostrar ao mundo.
Ao longo da vida, vamos aprendendo a proteger-nos. Criamos máscaras para sermos aceites, para evitar críticas, rejeição ou humilhação. E, pouco a pouco, começamos a acreditar que é mais seguro passar despercebidos do que sermos verdadeiramente vistos.
É aqui que a vergonha se instala.
A vergonha é uma das emoções que mais aprisiona o ser humano. Faz-nos acreditar que existe alguma coisa errada connosco. Não com aquilo que fazemos, mas com quem somos.
E quando acreditamos nisso, começamos a esconder a nossa autenticidade.
Escondemos a nossa voz. Os nossos talentos. A nossa criatividade. Os nossos sonhos. A nossa luz.
Curiosamente, muitas vezes nem percebemos que é a vergonha que está por detrás das nossas escolhas.
Dizemos apenas frases como:
"Ainda não estou preparada."
"Quem sou eu para fazer isto?"
"Há tantas pessoas melhores do que eu."
"Tenho medo do que os outros vão pensar."
Mas, por trás de todas estas frases, existe quase sempre a mesma necessidade: proteger-nos da possibilidade de não sermos suficientes.
Na visão dos centros de consciência, o terceiro chakra, o Plexo Solar, está associado ao poder pessoal, à autoestima, à confiança, à capacidade de agir e de ocupar o nosso lugar no mundo. O centro da nossa Identidade.
O Plexo Solar é também o centro de consciência onde se inicia um profundo processo de integração do ego. Não se trata de eliminar o ego, pois ele faz parte da nossa experiência humana, mas de deixarmos de ser conduzidos pelos seus medos, necessidades de aprovação e mecanismos de defesa.
À medida que este centro desperta, começamos a fazer escolhas mais conscientes, alinhadas com a nossa essência e não apenas com as expectativas dos outros. E é neste espaço de maior consciência que nasce a verdadeira liberdade para viver os nossos dons, expressar os nossos talentos e permitir que a nossa luz brilhe no mundo.
É aqui que nasce a pergunta "Quem sou eu quando deixo de viver para corresponder às expectativas dos outros?"
Quando este centro está equilibrado, sentimos uma força tranquila. Não precisamos de provar nada a ninguém. Agimos porque reconhecemos o nosso valor.
Mas quando esta energia fica bloqueada, surgem emoções que drenam a nossa vitalidade.
A vergonha é uma delas. E muitas vezes a raiva. A raiva que guardamos, que não expressamos ou que alimentamos durante anos, e que acaba por consumir a energia que poderia estar disponível para criar, amar, servir e realizar.
É como tentar acender uma vela enquanto seguramos um peso enorme nas mãos... A luz existe, mas não consegue expandir-se.
Existe uma ideia errada de que "brilhar" significa querer ser visto ou procurar reconhecimento. Mas brilhar não é chamar a atenção. Na verdade, é precisamente o contrário.
Brilhar é permitir que aquilo que somos possa expressar-se naturalmente.
É falar quando sentimos que temos algo para dizer. É colocar os nossos dons ao serviço dos outros.
É criar. É cuidar. É ensinar. É inspirar. É viver em coerência com aquilo que sentimos no coração.
Cada pessoa tem uma forma única de iluminar o mundo.
Quando escondemos essa luz, não somos apenas nós que perdemos.
O mundo também perde aquilo que só nós poderíamos oferecer.
O caminho não passa por nos tornarmos outra pessoa.
Passa por libertarmos aquilo que fomos acumulando ao longo da vida.
As crenças que nos diminuem.
Os medos que nos silenciam.
A vergonha que nos faz esconder.
A culpa que nos prende ao passado.
A raiva que continua a consumir a nossa energia.
Quando libertamos esse peso, não precisamos de fabricar confiança. Ela começa simplesmente a surgir.
Libertar para voltar a confiar. Porque a confiança não é algo que se conquista. É algo que reaparece quando deixamos de carregar aquilo que nunca nos pertenceu.
Foi com esta intenção que nasceu o próximo Encontro de Almas.
No dia 18 de julho, entre as 9:00 e as 13:00, no espaço Viveka, em Coimbra, vamos dedicar uma manhã a olhar para aquilo que nos impede de deixar a nossa luz brilhar e a criar espaço para recuperar o nosso poder pessoal.
Será um encontro de meditação, reflexão, partilha e integração.
Se sentes que chegou o momento de deixar de viver escondido(a) atrás dos teus medos e de recuperar a confiança na pessoa que és, talvez este encontro seja para ti.
A tua luz nunca desapareceu.
Talvez esteja apenas à espera que lhe dês permissão para voltar a brilhar.
AMA
Ana Maria Almeida
Terapeuta ao Serviço da Energia Universal
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