Porque repetimos os mesmos padrões, mesmo quando desejamos mudar?

Aquilo que um dia te protegeu, pode estar hoje a limitar a tua vida.

7/25/20263 min read

Alguma vez te questionaste porque reages sempre da mesma forma perante determinadas situações?
Porque é que algumas pessoas fogem dos conflitos, outras precisam constantemente de provas de amor, outras tentam controlar tudo, sacrificam-se pelos outros ou escondem as emoções atrás da perfeição?

A resposta pode estar nas feridas emocionais.

Segundo Lise Bourbeau, quando vivemos experiências que nos provocam uma dor profunda, o nosso inconsciente cria mecanismos de proteção para evitar voltar a sofrer. Esses mecanismos são as máscaras emocionais.

A máscara não é quem tu és. Apenas é a estratégia que encontraste para sobreviver à dor.

A máscara do Fugitivo nasce da ferida da Rejeição

Quem se sentiu rejeitado aprendeu que mostrar-se tal como é pode ser doloroso.
Para evitar voltar a sentir essa dor, cria a máscara do Fugitivo. Evita expor-se, afasta-se emocionalmente, procura passar despercebido e, muitas vezes, prefere desistir antes de correr o risco de não ser aceite.

No fundo, acredita inconscientemente "Se não me virem… não me poderão rejeitar."

A máscara do Dependente/Apegado nasce da ferida do Abandono

Quando uma criança sente que ficou sozinha, emocional ou fisicamente, desenvolve um medo profundo de perder quem ama.
Na vida adulta, essa dor pode manifestar-se através da máscara do Apegado. Alguém que procura constantemente afeto, presença, atenção e validação. Tem dificuldade em estar só e pode viver com receio de que as pessoas importantes se afastem.
No fundo, acredita "Se me amarem o suficiente… nunca me abandonarão."

A máscara do Masoquista/Vítima nasce da ferida da Humilhação

Quem viveu experiências de humilhação aprendeu, muitas vezes, que as suas necessidades eram menos importantes do que as dos outros.
Para evitar voltar a sentir vergonha ou culpa, cria a máscara da Vítima. Tem dificuldade em dizer "não", assume responsabilidades em excesso, cuida de todos e esquece-se frequentemente de cuidar de si.
No fundo, acredita "Se fizer tudo pelos outros… serei aceite e não voltarei a sentir-me humilhado(a)."

A máscara do Controlador nasce da ferida da Traição

Quando a confiança foi quebrada, nasce o medo de voltar a ser enganado(a), desiludido(a) ou traído(a).

A forma encontrada para evitar essa dor é controlar. A pessoa procura prever tudo, organizar tudo, decidir tudo e sente dificuldade em delegar ou confiar plenamente.
No fundo, acredita "Se eu controlar tudo… ninguém me voltará a magoar."

A máscara do Rígido nasce da ferida da Injustiça

Quem cresceu a sentir que precisava de ser perfeito para merecer reconhecimento ou amor desenvolve uma enorme exigência consigo próprio.
Surge então a máscara do Rígido. Mostra-se forte, competente e correto, mas tem dificuldade em expressar emoções ou pedir ajuda, porque teme ser visto como fraco.

No fundo, acredita "Se eu for perfeito(a)… ninguém me poderá criticar ou tratar injustamente."

A boa notícia…

As máscaras não são inimigas.

Durante muito tempo, elas ajudaram-te a sobreviver.

Honra-as por isso.

Mas talvez tenha chegado o momento de perceberes que já não precisas delas para viver.

A verdadeira transformação não acontece quando tentamos mudar comportamentos.

Acontece quando curamos a dor que lhes deu origem.

Eu não trabalho a máscara.

Ajudo-te a descobrir e a curar a ferida emocional que lhe deu origem.

Porque, quando a ferida cicatriza, a máscara deixa de ser necessária.

E é esse o caminho que percorremos nas minhas terapias: identificar a raiz da dor, libertar os padrões que já não te servem e permitir que a tua verdadeira essência volte a manifestar-se, livre, autêntica e em paz.

E tu… em qual destas máscaras te reconheces mais? Faz o teste aqui.

AMA

Ana Maria Almeida

Terapeuta ao Serviço da Energia Universal

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